terça-feira, 15 de março de 2011

Descaso Social

Exploração infantil será investigada em Ponta Negra

Após a matéria sobre a exploração sexual em uma das ruas mais movimentadas da noite de Ponta Negra, Zona Sul de Natal, que foi ao ar no programa Fantástico, da Rede Globo, no último domingo, a Vara da Infância e da Juventude, Polícia Civil e demais órgãos relacionados a proteção de crianças e adolescentes pretendem iniciar um trabalho conjunto para coibir a presença de menores de idade em ambientes onde é configurada a existência de prostituição e tráfico de drogas, como também foi mostrado na reportagem. A diminuição da fiscalização e a ausência de denúncias são os fatores apontados como motivadores para o "choque" - como definiu José Dantas, juiz da Infância e da Juventude - provocado pela matéria.
Na reportagem do Fantástico, Natal e Recife foram as duas cidades apontadas como principais destinos do turismo sexual nordestinos. O vídeo gravado na última segunda-feira (7) mostra garotas de programa abordando turistas e jovens vendendo drogas na porta de um conhecido estabelecimento localizado na Rua do Salsa, pertencente ao espanhol Salvador Arostegui, acusado de tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.
Uma das cenas que mais chamam atenção na reportagem é a presença de duas meninas, visivelmente menores de idade, dançando em um palco, ao lado de mulheres apontadas como garotas de programa.
Infelizmente esta matéria exibida pelo Fantástico em rede Nacional é uma vergonha para o nosso estado, principalmente para a nossa capital Natal que é considerada uma das capitais mais lidas do Brasil, resta agora ao poder público investigar e pôr na cadeia os responsáveis por esta prática, não deixando de fora também a responsabilidade de muitos pais destas adolescentes que também são coniventes a tudo isso.
O que impressiona e revolta é o fato do nosso País facilitar o visto de permanência de vários estrangeiros sem nenhuma prévia investigação de seus antecedentes, visto que muitos Brasileiros são marginalizados e humilhados em vários países da Europa e América do Norte.